O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) negou, nesta terça-feira (15), a liminar em habeas corpus apresentada pela defesa de Alair Ferreira de Lima, de 75 anos, acusado de matar Júlia Vitória do Prado da Silva, de 20 anos, em Tapurah.
A defesa pedia a revogação da prisão preventiva, argumentando excesso de prazo na tramitação do processo, condições pessoais favoráveis do acusado e a possibilidade de substituição da prisão por medidas cautelares alternativas.
Na decisão, o desembargador Marcos Machado manteve a prisão para garantir a ordem pública, citando a gravidade concreta do ato. De acordo com o magistrado, a brutalidade do crime e a quantidade de golpes desferidos contra a vítima justificam a medida.
Alair responde por feminicídio majorado e tentativa de ocultação de cadáver. O crime ocorreu no dia 10 de abril de 2026, no bairro São Cristóvão. Segundo informações, Júlia foi morta com múltiplos golpes de “pé de cabra” na cabeça e ferimentos de faca no pescoço e no ombro. Segundo o delegado, o suspeito teria feito uma sangria para facilitar na ocultação do cadáver.
Após o crime, o corpo teria sido colocado em um “bag” para ser transportado no porta-malas do carro e, posteriormente, descartado no rio Arinos. No entanto, a ação foi impedida com a chegada da Polícia.
O processo segue em tramitação na Justiça.