O pecuarista Eduardo Henrique Schittler será levado novamente ao Tribunal do Júri pela acusação de matar Daniely Santana da Silva Cruz, de 20 anos, em Tapurah. O novo julgamento foi marcado pela Justiça para o dia 13 de outubro, às 8h, no plenário do Fórum da comarca.

O crime aconteceu em junho de 2022. Conforme consta no processo, Daniely trabalhava em uma boate do município quando teria ocorrido um desentendimento entre ela e o acusado.

A acusação sustenta que Eduardo estava alcoolizado e teria ficado agressivo depois que a jovem se recusou a atendê-lo. Após a discussão, ele teria deixado o estabelecimento armado com uma pistola calibre 9 milímetros e efetuado vários disparos em direção ao local.

Um dos tiros atingiu Daniely na região do pescoço. A jovem chegou a ser encaminhada para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Outra pessoa também teria sido atingida de raspão durante os disparos.

Primeiro júri terminou em absolvição

Eduardo já havia sido submetido ao Tribunal do Júri pelo caso. Na ocasião, os jurados reconheceram a materialidade do crime e a autoria dos disparos, mas decidiram pela absolvição por meio do chamado quesito genérico.

O Ministério Público recorreu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que anulou o julgamento ao considerar que a decisão dos jurados era manifestamente contrária às provas apresentadas no processo.

A defesa levou a discussão ao Supremo Tribunal Federal. O ministro Cristiano Zanin manteve a anulação do primeiro julgamento e, consequentemente, a determinação para que Eduardo seja novamente submetido ao júri popular.

No entendimento apresentado no processo, não haveria justificativa plausível, diante do conjunto probatório, para a absolvição ocorrida no primeiro julgamento.

Novo julgamento em outubro

Com a definição judicial, o caso voltará ao plenário do Tribunal do Júri de Tapurah no próximo dia 13 de outubro.

Na nova sessão, sete jurados escolhidos para integrar o Conselho de Sentença deverão analisar novamente as provas, ouvir acusação e defesa e decidir sobre a responsabilidade criminal do pecuarista pela morte de Daniely.

Até que haja uma decisão definitiva, Eduardo Henrique Schittler deve ser tratado como acusado no processo.