Um menino de 11 anos encontrou um fóssil de tartaruga de 48 milhões de anos enquanto procurava pedras com os avós em Wyoming, nos Estados Unidos. A família entrou em contato com autoridades, que classificaram o animal como sendo de casco mole, pertencente à família Trioniquidae.

Segundo o BLM (Escritório de Gestão de Terras), o fóssil estava quase completo e bem preservado. Ele foi exposto na superfície pela erosão e intemperismo naturais.

Especialistas explicaram que antigamente o sudoeste do estado norte-americano era diferente do que se conhece hoje em dia. A região abrigava abundância vegetal e animal, incluindo diversas espécies de peixes, crocodilos e tartarugas.

Para o BLM, a descoberta de Touren Pope ajuda a preservar uma parte importante da história paleontológica de Wyoming, além de mostrar a importância do papel dos cidadãos na proteção de recursos científicos encontrados em locais públicos.

“Essa descoberta não teria sido possível sem a observação aguçada de Touren para fósseis e sua decisão de relatar o fóssil ao BLM. Ao fazer a coisa certa, ele foi recompensado com uma oportunidade única e memorável de participar do processo de escavação”, diz o comunicado oficial.

A escavação aconteceu com a ajuda de JP Cavigelli, especialista em coleções do Museu Geológico Tate, para onde a carapaça fossilizada da tartaruga foi levada. Desde então, o fóssil está sendo limpado e estabilizado cuidadosamente pela equipe do museu.