A SES-MT (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso), por meio da Vigilância Epidemiológica, investiga a morte de um homem no município de Novo Santo Antônio, com suspeita de intoxicação por metanol. A morte ocorreu no último domingo (12).
De acordo com a secretaria, o caso foi notificado e segue os protocolos de Vigilância em Saúde. Amostras biológicas foram coletadas para a realização de exames laboratoriais, e a pasta aguarda os resultados oficiais da Politec-MT (Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso) para a conclusão do diagnóstico.
Caso a suspeita em Novo Santo Antônio seja confirmada, Mato Grosso registrará o sexto óbito provocado pela substância desde os primeiros registros de contaminação, iniciados em 2025. Até meados de junho, o Painel de Monitoramento da SES-MT contabilizava 16 notificações oficiais de intoxicação por metanol no estado.
Do total de casos registrados até o mês passado, sete foram confirmados por exames toxicológicos, dois seguiam sob investigação e sete haviam sido descartados após análises laboratoriais e avaliação clínica.
Entre os cinco óbitos já confirmados pelas autoridades de saúde estão:
- Uma mulher de 42 anos, moradora de Itanhangá;
- Uma mulher de 30 anos, residente em Várzea Grande;
- Um homem de 33 anos, de Nova Brasilândia;
- Um homem de 24 anos, de Querência;
- Uma mulher de 37 anos, também de Querência (ocorrido em junho deste ano).
O caso de Querência, que foi o primeiro óbito registrado em 2026. A paciente relatou ter consumido bebida alcoólica antes de apresentar mal-estar geral, dor abdominal e dificuldade respiratória.
Bebidas falsificadas
A suspeita de que a contaminação ocorra por meio de bebidas adulteradas mobiliza a Vigilância Sanitária estadual, a Polícia Civil e órgãos municipais de saúde. Em ações integradas recentes, lotes suspeitos de falsificação de bebidas destiladas, como garrafas da marca Ballantine's Finest, foram apreendidos e retirados de circulação do comércio local em municípios do interior.
Até a última atualização das autoridades de saúde, seis pacientes que sobreviveram à intoxicação precisaram receber antídoto durante o tratamento hospitalar na rede pública. O painel do Estado é atualizado de forma contínua conforme novos laudos laboratoriais são emitidos.