IMEA aponta que, em um ano, custo de produção do soja subiu 45% em Mato Grosso

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Crédito: Reprodução

SÃO PAULO – Não há como fugir: a safra 22/23 será a mais cara da história da agricultura brasileira. A alta dos preços dos fertilizantes já impacta o bolso do produtor de soja há meses, sem contar as complicações advindas do cenário internacional, com a guerra entre Rússia e Ucrânia, que deve atrapalhar o acesso a matérias-primas essenciais.

Mato Grosso, o maior produtor de soja do país, sente fortemente esses efeitos, como demonstra o último balanço de custos de produção de soja geneticamente modificada feito pelo Instituto Mato-grossense de Economia Aplicada (Imea).

O estudo aponta um aumento de 44,8% nos gastos do produtor em fevereiro deste ano em comparação com o mesmo período de 2021, passando de R$ 4.357,16 para R$ 6.311,59 por hectare, sem considerar custos de oportunidade da terra, capital circulante, benfeitorias ou gastos com máquinas e implementos agrícolas. Ao inserir estes dados na conta, os números saltam de R$ 5.187,93 para R$ 7.286,91/ha, alta de 40,4%.

VILÕES – O principal vilão da equação, como o leitor já deve imaginar, são os fertilizantes e corretivos, com alta de 102%. Assim, passaram de R$ 1.141,09 por hectare para R$ 2.315,81. Com isso, a alta mais expressiva foi a dos macronutrientes, que acumulou alta anual de 110% (de R$ 1.028,96/ha para R$ 2.165,14/ha), enquanto os micronutrientes tiveram incremento de 34% (R$ 43,68/ha para R$ 58,58/ha).

Mas não foi apenas a adubação que onerou o produtor. O custo de sementes também foi elevado em fevereiro deste ano ante o mesmo mês de 2021. No balanço do Imea, é possível notar alta de 67% neste insumo, incluindo as sementes de cobertura, passando de R$ 494,95 para R$ 828,29 por hectare.

Na esteira de altas nos custos de produção da soja, o produtor teve que pagar 25% a mais nos defensivos, incluindo, nesta conta, os fungicidas, herbicidas e inseticidas. Assim, o número geral para esta matéria-prima passou de R$ 1.077,84 para R$ 1.300,17 a cada hectare trabalhado.

Fonte: Canal Rural São Paulo

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