Um estudo internacional revelou que sete em cada dez adolescentes estão dormindo menos do que o recomendado. A principal causa é a exposição prolongada às telas de celulares e computadores durante a noite. Essa prática afeta negativamente tanto a saúde física quanto mental dos jovens, comprometendo seu desenvolvimento físico e intelectual.
O hábito de checar notificações ou interagir nas redes sociais até tarde da noite se tornou comum entre os adolescentes. Dispositivos como celulares e tablets são companheiros constantes mesmo na hora de dormir. Especialistas recomendam entre oito a dez horas de sono por noite para essa faixa etária; no entanto, quando os próprios jovens controlam o tempo gasto online, há uma tendência em trocar descanso por estímulo digital.
A pesquisa acompanhou 120 mil adolescentes e destacou que muitos não atingem as horas mínimas necessárias para um bom descanso noturno. O sono adequado é crucial nessa fase da vida porque durante ele ocorre a liberação do hormônio do crescimento. Além disso, o uso das telas à noite interfere no relógio biológico devido à luz azul emitida pelos dispositivos eletrônicos, dificultando a produção da melatonina — hormônio responsável pelo aviso natural ao corpo sobre o momento certo para dormir.
Os efeitos negativos incluem perda das fases essenciais do sono profundo e REM (movimento rápido dos olhos), fundamentais para manutenção corporal e organização cerebral respectivamente. A privação crônica reduz ainda mais funções cognitivas importantes como foco e controle emocional.
Para mitigar esses problemas, alguns pais já implementaram mudanças significativas nas rotinas familiares visando melhorar a qualidade e quantidade desse período essencial — estabelecendo horários fixos e limitando o acesso às tecnologias próximas aos momentos destinados exclusivamente ao repouso.