A Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec-MT) confirmou ontem (20) que mais duas pessoas morreram em decorrência de intoxicação por metanol após ingerirem bebidas alcoólicas falsificadas. Os laudos laboratoriais produzidos pela perícia oficial atestaram a presença do composto químico tóxico nas amostras de sangue coletadas das vítimas.

Os casos confirmados pela Politec envolvem uma mulher de 31 anos, moradora de Novo Santo Antônio (a 972 km de Cuiabá), que morreu em dia 12 de julho, e um homem residente em Aripuanã (a 1.002 km da capital), que veio a óbito no dia 8 do mesmo mês.

As amostras biológicas haviam sido encaminhadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) ao laboratório forense do órgão pericial, que atua no suporte às investigações de envenenamentos e intoxicações.

Com a confirmação desses dois novos laudos, o estado atinge a marca de sete mortes comprovadas por contaminação por metanol desde o início do surto, registrado em 2025. O caso de Novo Santo Antônio era acompanhado sob suspeita pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) e teve o diagnóstico concluído após a emissão do parecer técnico.

Anteriormente, as autoridades de saúde e segurança pública já haviam confirmado outros cinco óbitos causados pela substância em Mato Grosso: uma mulher de 42 anos em Itanhangá; uma mulher de 30 anos em Várzea Grande; um homem de 33 anos em Nova Brasilândia; e dois moradores de Querência, um homem de 24 anos e uma mulher de 37 anos, falecida em junho deste ano após dar entrada no Hospital Municipal com dores abdominais e insuficiência respiratória.

A proliferação de bebidas adulteradas mobiliza ações conjuntas da Vigilância Sanitária Estadual, das equipes municipais de saúde e da Polícia Civil de Mato Grosso (PJC-MT).

Até o momento, seis pacientes que sobreviveram aos quadros severos de intoxicação necessitaram da aplicação do antídoto específico na rede pública de saúde.

Os órgãos de vigilância orientam a população a buscar socorro médico imediato ao apresentar sintomas como visão turva, dores abdominais intensas, náuseas, tonturas ou dificuldades para respirar após o consumo de bebidas alcoólicas.

As investigações policiais prosseguem para identificar os responsáveis pela cadeia de fabricação e distribuição dos produtos clandestinos.