magine um animal com o comprimento de dois ônibus urbanos enfileirados. Essa era a escala que o megalodonte (Otodus megalodon) poderia alcançar, segundo novas análises de um conjunto de vértebras fossilizadas redescoberto por pesquisadores na Dinamarca e que foram publicadas na revista científica Palaeontologia Electronica.
Considerado perdido desde a década de 1980, o material voltou a ser estudado por uma equipe internacional liderada por cientistas da DePaul University, nos Estados Unidos. Os fósseis, com cerca de 10,8 milhões de anos, indicam que o gigante dos mares poderia atingir aproximadamente 24,3 metros de comprimento, reforçando a posição da espécie como o maior tubarão já conhecido pela ciência.
O achado original ocorreu no fim da década de 1970, na Formação Gram, na Dinamarca, mas o conjunto desapareceu após uma mudança de acervo em 1989. Durante décadas, pesquisadores tiveram acesso apenas a fotografias publicadas em estudos científicos. A redescoberta permitiu uma nova análise detalhada do material.
Entre os fósseis encontrados está uma vértebra com 23 centímetros de diâmetro, considerada a maior vértebra de tubarão já registrada e possivelmente a maior vértebra conhecida entre todos os peixes. O tamanho da estrutura ajudou os cientistas a estimarem as dimensões do animal, já que não existe um esqueleto completo preservado da espécie.
Com base nas vértebras e em outros registros fósseis, os pesquisadores calculam que o animal estudado poderia ter chegado a 24,3 metros de comprimento — uma medida comparável a dois ônibus urbanos colocados em sequência.
A análise também sugere que o exemplar tinha pelo menos 64 anos quando morreu e poderia ter alcançado uma longevidade próxima de 96 anos. Apesar dos resultados impressionantes, os cientistas destacam que as estimativas ainda são provisórias, pois dependem de modelos baseados em restos incompletos.