As águas-vivas roxas estão se tornando mais comuns nas praias do Mediterrâneo. Consideradas uma das espécies mais venenosas da região, elas têm aparecido em maior quantidade e com antecedência nos litorais europeus. Os pesquisadores associam esse fenômeno ao aumento global da temperatura e à frequência crescente de ondas de calor marinhas.

Estudos recentes indicam que a elevação da temperatura da superfície do mar é um dos principais fatores para o surgimento das blooms, como também são conhecidas. Os surtos são mais frequentes entre junho e agosto, durante o verão no hemisfério norte. O monitoramento destas florações é importante para proteger banhistas e compreender os efeitos do aquecimento dos mares nos ecossistemas marinhos.

Apesar de aparência delicada e coloração vibrante, essas águas-vivas representam um risco para moradores locais e turistas. O contato com os tentáculos pode causar queimaduras intensas e irritações na pele. Diferente de espécies comuns no Brasil, as células urticantes também estão presentes em seu corpo gelatinoso. Outra característica da água-viva é a bioluminescência, um fenômeno que inspirou o nome científico da Noctiluca, que significa luz da noite.