Cattani detona operação a mando de Moraes

Crédito: Conexão Poder

“Qual o crime? Tava traficando? Tava roubando? Tava matando? Assassinou alguém?”

Esses foram os questionamentos do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), ao saber que a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra pelo menos 20 pessoas em Mato Grosso, a mando do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, por supostos “atos antidemocráticos” nas manifestações contra a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado.

Os mandados foram no âmbito da “Operação Desbloqueio”, em Mato Grosso e outros 8 estados. A PF cumpre 81 mandados de busca e apreensão, que foram expedidos pelo STF, por ordem de Alexandre de Moraes.

Segundo Cattani, o que o ministro Moraes faz é uma “condenação prévia”, sem qualquer julgamento, o que gera um sentimento de “total insegurança”.

“Você não sabe o que fazer, você não sabe o que pensar, você não sabe o que falar. Estamos com medo. Parlamentar não pode mais falar em público o que pensa, o que é um absurdo. Nós fomos eleitos para falar exatamente o que nós pensamos. Qualquer loucura que for dita no plenário, ela pode ser julgada pela justiça, desde que seja julgada, passe por condenação e aí sim uma punição. Hoje não. Hoje é condenação prévia. Você não sabe mais o que pode acontecer. A insegurança é total. É um sentimento de insegurança.”

Em Cuiabá, três pessoas foram alvos: o empresário Rafael Yonekubo; a advogada Analady Carneiro; e Adavilso Azevedo, que é militar das Forças Armadas (aposentado) e caminhoneiro. Todos eles prestaram depoimento na sede da PF foram liberados, mas tiveram celulares e outros aparelhos eletrônicos apreendidos.

Para Cattani, está claro que não passa de perseguição, porque essas pessoas apenas “deram sua opinião”.

“[Prisão por ações de caráter antidemocrático] não está tipificada no nosso Código Penal. Eu não consigo compreender, não tenho resposta para isso, a não ser uma perseguição clara a quem se posiciona. O único crime que vejo é o crime de opinião. Ele se posicionou na opinião dele, isso é lícito, é garantido pela Constituição”, defendeu.

Autor: Repórter MT

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