O que evitar em casa para não encontrar aranhas, escorpiões e cobras

Crédito: Getty Images

Principalmente para quem mora em casa, encontrar insetos é muito comum. Baratas, formigas e mosquitos podem não ser agradáveis, mas ainda é normal se deparar com eles. No entanto, existem três outros bichos que não são tão inofensivos assim, e encontrá-los pode representar perigo grave.

Aranhas, escorpiões e cobras são o pesadelo de muita gente — e com razão. Não são todas, mas algumas espécies de cada um desses animais podem oferecer riscos sérios, como no caso do escorpião amarelo (Tityus serrulatus) e da aranha-marrom (Loxosceles). Então, se você não quer conviver com esses invasores, confira abaixo o que deve evitar.

Limpeza está no topo
De forma geral, a limpeza da casa é o principal fator para manter os bichos longe. Segundo o biólogo Fabiano Soares, é preciso manter não só a higiene e o jardim aparado, mas também evitar o acúmulo de objetos no quintal. Tijolos, madeiras e entulhos são locais propícios para que eles se escondam.

Evitar as presas
Outro fator que também serve para afastar os três é evitar a presença de suas presas. Porém, no caso das aranhas, isso é um pouco mais difícil, pois elas se alimentam de pequenos insetos, que são quase impossíveis de erradicar em qualquer residência. “Se a casa tem insetos, é natural que atraia aranhas também”, explica Fabiano.

Como as aranhas, no geral, não oferecem perigo, é possível utilizar métodos naturais para lidar com sua presença: plantas repelentes, como a citronela, e óleos essenciais, como hortelã-pimenta, em pontos estratégicos. Já com os escorpiões, é preciso, de fato, não correr nenhum risco de acidentes.

Por isso, afastar as presas é um dos meios mais importantes. O especialista orienta manter o local protegido por dedetização, mesmo as caseiras, de baratas, grilos e outros insetos que podem atraí-los. Além disso, o método ainda inibe roedores, que são as presas das cobras.

Monitorar prováveis locais
Principalmente quando se trata dos escorpiões, é importante saber quais costumam ser seus locais de esconderijo. Eles têm hábitos noturnos e dormem escondidos. Durante o dia, vivem em esgotos, rachaduras e até tubulações. “Inclusive na tubulação da rede elétrica, as que são enterradas no solo ou que estão dentro das paredes.”

O cheiro forte de algumas plantas incomodam os escorpiões
Rodapés e pisos com fendas também não escapam de se tornarem habitats para esses aracnídeos. O mesmo cuidado serve para as aranhas: “Elas costumam ficar nos cantinhos esperando por insetos, que são sua fonte de alimento”. Vedar frestas, ralos, pias e espaços em portas e janelas é uma forma de evitar o aparecimento de todos, inclusive das cobras

“Esses animais são importantes para o equilíbrio do ecossistema. Sua presença em residências é um reflexo de mudanças no ambiente, não de invasão intencional”, reforça o profissional sobre os répteis.

Como lidar ao se deparar com cada um deles
Existem procedimentos diferentes para lidar com cada um deles. Isso porque, matar uma aranha pode ser inofensivo, mas eliminar um escorpião pode acabar em consequências graves.

Com as cobras, é necessário manter distância e observar se ela vai embora sozinha da casa. Se não for, órgãos ambientais, como o IBAMA, e o Corpo de Bombeiros podem ser acionados. É imprescindível não tentar fazer uso de nenhum produto ou capturar a cobra para matá-la.

Para as aranhas, Fabiano explica que o uso imediato de veneno nem sempre é ideal. “Inseticidas comuns não são tão eficazes contra aranhas porque são voltados ao controle de insetos. Existem produtos específicos para aracnídeos, mas mesmo assim, o ideal é começar com métodos naturais.”

No entanto, em situações mais agravadas, com aparições frequentes ou de espécies perigosas, ele recomenda o controle químico. “Atenção ao modo de uso, ou entrar em contato com uma empresa especializada ou o centro de zoonoses da cidade.”

Mesmo quando não há acidentes com os escorpiões, a orientação é informar o aparecimento para a Vigilância Ambiental, por meio do número 162, ou registrar um chamado na ouvidoria pelo sistema Participa DF. O alerta é geral: não se colocar em situações de risco para realizar a captura ou para matar os bichos.

Autor: metrópoles

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