Vera: Polícia Civil prende família suspeita de assassinar agricultor; Dois filhos da vitima foram encaminhados até a Delegacia de Sinop

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Foto: Éder Seger

Após nove anos da morte de A.P, a Polícia Civil prendeu quatro pessoas através de um mandado de prisão temporário. Os presos são dois filhos, a nora e a esposa da vítima. O crime teria acontecido em 20 de fevereiro de 2008 no município de Vera.

Os suspeitos foram presos, ontem  18, por investigadores de Sinop com o auxílio do Grupo Garra da Delegacia Regional. Os quatro moravam ainda na cidade de Vera, onde o crime teria acontecido.

De acordo a polícia, Adelfo foi encontrado pelos próprios familiares enforcado em um galpão na chácara. O boletim de ocorrência foi registrado como suposto suicídio, mas levantou suspeita já que no corpo foi encontrado uma perfuração por arma branca (faca) no coração e outras duas perfurações no tórax.

Um dos filhos disse para a polícia que teria chegado em casa, por volta do meio-dia, e localizou o pai pendurado por uma corda. Quando os peritos criminais chegaram ao local constataram que na casa da vítima havia sinais de sangue e o assassino teria tentado simular um suicídio levando a vítima até o galpão e o enforcando, mas foi descartado.

O investigador que conduziu a prisão explicou que a vítima na época estaria sem sinais que teria saído da casa, ido até o local onde foi encontrado e tirado a própria vida. “Na época os peritos não identificaram nenhum sinal que a vítima teria andado no chão, até porque ficaria terra nos pés e, ele estava descalço”, disse Márcio Engilberto

Outro indício é que a porta do galpão estava trancada por uma tramela pelo lado de fora. “A vítima não iria se enforcar e depois trancar a porta pelo lado de fora”, concluiu o investigador.

Todas as hipóteses tanto de latrocínio quando de suicídio foram descartadas pela polícia. As reais causas para o assassinato será desvendado a partir de agora com a prisão da família.

O delegado Marcelo Carvalho, que está a frente das investigações, tem o prazo de 30 dias para levantar provas da participação de familiares no assassinato de Peron.

Os dois filhos, maiores de idade, foram levados para a Penitenciária Ferrugem e as mulheres aguardam serem levadas para uma cadeia feminina.