Siso: por que algumas pessoas têm o dente e outras não o desenvolvem

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Os terceiros molares, conhecidos como sisos, despertam curiosidade porque surgem tardiamente e nem sempre aparecem. Enquanto alguns adultos descobrem quatro dentes adicionais, outros chegam à vida adulta sem nenhum sinal dos “dentes do juízo”. Essa diferença, cada vez mais observada, tem origem em fatores biológicos e evolutivos.

O siso é o último dente da arcada a se desenvolver, mas isso não garante que ele vá aparecer. A presença dele depende de fatores como o tamanho da mandíbula, o tipo de dieta que adotamos desde a infância e características herdadas da família. A soma desses elementos explica por que o dente pode nascer, ficar preso no osso ou sequer se formar.

“O siso está em processo de desaparecimento na espécie humana. Há pacientes que simplesmente não formam mais o germe do dente, enquanto outros têm o siso completamente desenvolvido, mas sem espaço para chegar à boca”, explica a dentista Heloísa Crisóstomo, da Dental Concept, em Brasília.

Formação do siso e o papel da genética
O desenvolvimento dos dentes segue uma sequência. Primeiro surgem os 20 dentes de leite. Depois, os permanentes começam a aparecer até completar a arcada adulta. Quando há espaço, o total pode chegar a 32 dentes. Os sisos entram nessa conta, já que são os últimos a se formar. Ainda assim, muitas pessoas ficam com apenas 28 dentes.

Isso acontece porque a criação dos sisos depende de genes específicos. Em parte da população, esses genes deixam de atuar e o dente simplesmente não é formado. A ausência, chamada de agenesia, não traz prejuízo.

Ao longo da evolução, o ser humano passou a comer alimentos mais macios, o que reduziu a necessidade de dentes maiores e fortes. Esse processo também contribuiu para mandíbulas menores, deixando pouco espaço para que novos dentes se acomodassem.

Por que o siso pode não nascer ou ficar preso?
Mesmo quando o dente se forma, isso não significa que ele vá aparecer na boca. Em muitos casos, ele permanece dentro do osso, seja na posição correta ou inclinada. Como não causa sintomas de imediato, só uma radiografia panorâmica confirma a presença do siso.

“Quando o siso nasce apenas pela metade, a gengiva forma uma espécie de ‘tenda’ sobre o dente. Essa área acumula resíduos, aumenta o risco de infecção e pode provocar cárie no siso e no dente ao lado”, afirma Pinheiro.
Nessas condições, tanto o siso quanto o dente vizinho ficam mais expostos ao risco de cárie. Quando cresce torto, o siso também pode encostar na bochecha. Esse contato causa pequenas mordidas involuntárias e desconforto constante, principalmente durante a mastigação.

Quando a extração é recomendada?
A remoção costuma ser indicada quando o siso cresce fora do alinhamento, não atinge a mordida correta ou permanece inclinado dentro do osso. Nessas situações, a extração evita inflamações, dor e danos aos dentes vizinhos.

Ter ou não ter o dente não interfere na saúde bucal. A ausência faz parte da evolução humana. Já a presença exige apenas acompanhamento para definir se o dente pode ficar ou se é melhor remover.

 

A falta de espaço na arcada é a principal razão para esse bloqueio. Quando o dente tenta nascer e não encontra passagem suficiente, pode surgir o quadro mais comum nesses casos, chamado de nascimento parcial.

O dentista Flávio Pinheiro, membro da Associação Brasileira de Odontologia de Santos, no Rio de Janeiro, destaca que o nascimento incompleto do dente siso deixa a área sensível e difícil de higienizar. Isso favorece inflamações e facilita o acúmulo de restos de alimentos.

Autor: metrópoles

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