Nesta semana, 27 modelos que produzem conteúdo para o OnlyFans, plataforma que é proibida na Turquia, foram indiciadas no fechamento de uma ofensiva contra influencers eróticas.
Promotores de Istambul apresentaram os casos contra as modelos, que podem pegar até 10 anos de cadeia.
A operação contra crimes cibernéticos começou meses atrás. O OnlyFans está bloqueado na Turquia desde 2023, mas os investigadores afirmam que os usuários conseguem acessar o site mascarando seus endereços IP. Aproveitando-se disso, as modelos continuaram a vender conteúdo considerado obsceno pelas leis turcas.
Uma série de batidas policiais em Istambul e em outras províncias foram realizadas em fevereiro, contou o "Sun". Os policiais detiveram 17 alvos das buscas. Outras produtoras de conteúdo estavam fora do país e ainda não regressaram.
Entre as modelos mais conhecidas estão Serpil Cansiz, Merve Taskin e Burcin Erol.
O caso também é visto como um embate entre os segmentos seculares e religiosos na Turquia. Plataformas como o Onlyfans se tornaram um ponto crucial nesse debate, que é capitaneado, por um lado, por políticos e religiosos fundamentalistas.
Os críticos os veem como uma forma de minar os valores tradicionais, enquanto os defensores argumentam que adultos não devem ser punidos por escolhas privadas.
O debate agora vai para os tribunais, já que as modelos serão conduzidas para depoimento diante de juízes.