A estratégia de antecipação às queimadas em Mato Grosso começou a render os primeiros resultados expressivos da temporada.
Após meses de maio e junho registrando altas expressivas, o balanço de julho fechou com queda acentuada, estabelecendo um novo piso histórico no monitoramento do INPE.
O cenário reflete o rigor no cumprimento do período proibitivo e a presença ostensiva de equipes no interior, impedindo que pequenos focos se transformem em incêndios de grandes proporções.
Anatomia dos dados de julho:
Retração inédita: O total de 746 focos bateu o recorde anterior (julho de 2025, com 1.017) e ficou muito abaixo do patamar histórico do mês.
Jurisdição federal: Mais da metade dos registros ocorreu em áreas nas quais o Estado não possui autonomia legal para intervir diretamente sem autorização de órgãos federais.
Riscos no horizonte: A presença do El Niño e a baixa umidade relativa do ar mantêm o alerta máximo no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA).
As autoridades reforçam que a trégua nos números depende diretamente da conscientização do produtor e da população urbana, já que qualquer faísca durante a estiagem pode comprometer os resultados alcançados até aqui.
Aqui em Itanhangá, foi criado um grupo no WatsApp, chamado "Alerta de Queimadas", que tem mobilizado todos para combater qualquer foco de incendio, seja rural ou urbano.