As capturas de bicudo-do-algodoeiro aumentaram em armadilhas instaladas em diversas regiões de Mato Grosso entre 11 e 17 de outubro, segundo monitoramento do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt). O registro durante a entressafra levou a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) a recomendar o reforço das medidas de controle antes do próximo ciclo de cultivo.

A orientação é destruir os restos de plantas que permanecem após a colheita, conhecidos como soqueiras, e eliminar o algodão que nasce espontaneamente nas bordas das áreas de produção. A entidade também recomenda recolher os fardos remanescentes e manter o uso de tubos mata-bicudo, dispositivos utilizados no combate ao inseto.

As ações buscam reduzir a população da praga na entressafra e evitar sua proliferação nas próximas lavouras. O IMAmt, responsável pelo acompanhamento das armadilhas, é ligado à Ampa. Enquanto os produtores executam os cuidados nas propriedades, as unidades industriais continuam o beneficiamento da pluma colhida.

O alerta ocorre em meio ao avanço do plantio de soja, que antecede o algodão de segunda safra nas áreas com essa sucessão de culturas. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a semeadura da soja 2026/27 chegou a 51,86% da área prevista até sexta-feira (16).

O percentual representa avanço de 18,58 pontos percentuais em uma semana e está 8,28 pontos acima do registrado no mesmo período da safra anterior. O Médio-Norte apresentou o maior índice de plantio, com 69,32% da área semeada, seguido pelo Oeste, com 61,58%.

Apesar da irregularidade das chuvas, a umidade permitiu a continuidade da semeadura na maior parte do Estado, conforme o levantamento. O calendário de implantação da soja influencia o planejamento do algodão de segunda safra, previsto para o início de 2027.