Um médico de 55 anos morreu após ser atacado por tubarão quando praticava wingfoil (ou wing surf, um esporte aquático que combina elementos do surf, windsurf e kitesurf) na costa da Nova Caledônia.
A Nova Caledônia é um território ultramarino da França localizado no Pacífico Sul. Embora goze de alto grau de autonomia e tenha um status especial, o arquipélago permanece sob soberania francesa, sendo cidadãos franceses os nascidos na região.
O incidente ocorreu no último domingo (22/2) na Baía de Anse Vata, em Nouméa, de acordo com o jornal local “Nouvelle-Calédonie La 1ère”. A vítima, que não teve a identidade divulgada, sofreu mordidas no antebraço direito e nas pernas. Havia também marcas de mordida na prancha. Os restos mortais foram encontrados boiando numa lagoa. Parentes da vítima estavam na areia no momento do ataque.
O médico ignorou um decreto oficial que proibia, fora das áreas de natação protegidas, a natação e os esportes aquáticos num raio de 300 metros da costa de Nouméa até 4 de março.
Um comunicado da prefeitura informou que o incidente marcou “o segundo ataque mortal desde o início do ano e o primeiro nas imediações das praias de Nouméa desde 2023”, quando uma turista australiana foi vitimada, segundo a CNN. As espécies de tubarão envolvidas não foram identificadas.
“É necessária a assistência de um especialista em tubarões para determinar a espécie que causou o ataque. As circunstâncias deste ataque permanecem indeterminadas, na ausência de uma testemunha ocular”, prosseguiu o comunicado.
Alguns dias antes da morte do médico, um banhista de 49 anos ficou gravemente ferido em outro ataque de tubarão do território francês, de acordo com o “Daily Mail”.
Um estudo apresentado pelo governo da Nova Caledônia registrou 67 incidentes relacionados a tubarões entre 1958 e 2020, com 13 mortes, na região. A maioria dos incidentes envolveu caçadores subaquáticos (58,5%), seguidos por nadadores (18,5%) e praticantes de esportes aquáticos (14%).
Globalmente, a Nova Caledônia ocupa o 13º lugar em ataques de tubarão desde 1580, muito atrás de países como Austrália (715 ataques), África do Sul (262) ou Havaí (179).