Mato Grosso e mais 10 estados decidem retirar vacina contra Aftosa até 2022

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Após uma reunião, realizada na última quarta-feira (22), os estados que compõem o bloco IV do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), optaram, de forma unânime, por retirar a vacinação em seus rebanhos até 31 dezembro de 2022. A proposta agora será analisada pelo Ministério da Agricultura.

Os estados que fazem parte deste bloco são: Bahia, Sergipe, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo e o Distrito Federal. Todos já são considerados zona livre de febre aftosa com vacinação e agora pleiteiam o status de zona livre sem o uso do imunizante. Para tanto, eles precisam cumprir rigorosos critérios técnicos e sanitários estabelecidos pelo Mapa. Juntos esses estados somam mais de 130 milhões de cabeças de gado, detendo mais de 60% do rebanho brasileiro de bovinos e bubalinos.

No encontro, cada estado apresentou os resultados alcançados. A Bahia já executou, dentro do prazo, 84,09% das ações previstas para o período de 2017 a 2026, mas segue na busca de soluções para os gargalos.

“Chegamos ao consenso de que seria mais fácil enfrentar as dificuldades se administrarmos conjuntamente do que se adotarmos medidas individuais e isoladas. Por isso, seguiremos em bloco, com aplicação da última vacina em novembro de 2022, para iniciarmos 2023 com um plano sanitário seguro, o que passa pela união de educação sanitária e comunicação; pelo controle de trânsito de animais; reforço nas barreiras sanitárias; e investimento em recursos humanos, com a formação de um corpo técnico qualificado para atuar na fiscalização. Só assim a vacina será extinguida, proporcionando segurança aos pecuaristas e a toda população, de forma a desonerar os custos do criador e do consumidor”, avaliou Humberto Miranda, certo de que precisa avançar no Plano de Trabalho.

Entre as ações previstas estão a mobilização e o envolvimento dos setores produtivos, através da realização de Fóruns Estaduais; o fortalecimento dos Serviços Veterinários Oficiais – SVO; a sustentação financeira, por meio do fortalecimento dos fundos; uniformidade dos cadastros de propriedades rurais e a geolocalização das propriedades.

Até o momento são livres da doença sem vacinação: Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso. Ao todo, são mais de 40 milhões de cabeças que deixam de ser vacinadas, o que corresponde a cerca de 20% do rebanho bovino brasileiro, e 60 milhões de doses anuais da vacina que deixam de ser utilizadas, gerando uma economia de aproximadamente R$ 90 milhões ao produtor rural.

Fonte: Agrolink

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