Economista: Do arroz à cerveja; tudo pode ficar mais caro com a guerra

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Crédito: Reprodução

Arroz, feijão e até cerveja. Nada escapa da lista de “alimentos” que poderão ser impactados, no Brasil, pela guerra desencadeada entre Rússia e Ucrânia, segundo o economista e professor da Universidade do Estado de Mato Grosso, Maurício Munhoz.

 

O professor explica que, inicialmente, o primeiro impacto deve ocorrer no preço dos produtos derivados de petróleo, ou seja, nos combustíveis. Isso, por si só, já pode desencadear uma série de aumento de preços, pesando no bolso do consumidor.

“O arroz, o feijão, toda a nossa produção de alimentos é feita com base em petróleo. É utilizado no trator, no transporte dos alimentos para outros estados. Então, só por esse fator do aumento do preço do barril de petróleo podemos prever o aumento no preço desses alimentos”, aponta.

Munhoz também destaca que, apesar da maioria do trigo importado pelo Brasil não sair da Rússia, ele também deve ser afetado e, consequentemente, impactar em toda a cadeia que utiliza o insumo, como o pão, as massas e até a cerveja.

 

“A gente compra quase tudo da Argentina, mas o trigo é uma commodity, exportada, e vai faltar no mercado porque a Rússia vai parar de fornecer momentaneamente. Então, com essa falta no mercado, eleva-se o preço da commodity e a gente vai comprar o trigo mais caro. Então, é uma soma de fatores que nos dá uma indicativa muito real de aumento no preço desses alimentos”, explica.

Assim como o Brasil importa alimentos e insumos, muitos produtos também saem do país. Dentre os itens que são exportados para a Rússia, por exemplo, estão a carne, o café, e a soja. No entanto, segundo o professor, não é possível garantir que a regra de oferta e procura resulte em uma redução de preços para o mercado interno.

Munhoz lembra que, em setembro de 2021, a China – um dos maiores mercados importadores de produtos brasileiros – paralisou com a importação de carne, após dois casos de vaca louca terem sido detectados no país. À época, a especulação também era para a redução do preço da carne no Brasil, mas não foi o que se observou.

 

“Na época, os produtores se uniram e seguraram o gado no pasto, porque pensaram ‘bom, se a gente vender agora vai ficar mais barato e a gente vai perder’, e você pode ver que não diminuiu o preço da carne em todo esse período que a China não comprou nosso. Então, agora, tem uma tendência de redução, mas não é possível garantir isso, não”, afirma.

O professor aproveita para destacar que o “fator China” é ainda importante para o Brasil, em relação à essa guerra. Isso porque, aliada da Rússia, a China pode intensificar sua posição no conflito e, consequentemente, atrapalhar a relação comercial que tem com o Brasil.

“Aparentemente, eles não querem isso, mas se eles aderirem a Rússia, os Estados Unidos são obrigados a aplicar as mesmas sanções para a China. Isso não é impossível, porque a China tem um comportamento um pouco imprevisível. Eles estão tentando evitar que sejam afetados, mas se resolverem forçar a briga, nós somos o primeiros a apanhar, porque dependemos diretamente da economia chinesa. Não temos nem o que fazer se a China comprar a guerra”, finaliza, lembrando que, Mato Grosso, por exemplo, tem forte exportação de grãos e carne para o país.

 

Fonte: Repórter MT

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