Cinto de segurança poderia ter salvo sargento morto em acidente; motorista responde por homicídio culposo

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

Pelo menos isto é o que versa a Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997, que determina no seu artigo 65 o uso em todas as vias do país. Na avaliação do titular da Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran), Christian Cabral, o item de segurança poderia ter salvo a vida do sargento aposentado da PM Ariel Franco, de 51 anos, morto no dia 28, após ser atingido por outro veículo. O responsável pela colisão responderá por homicídio culposo.

“Ainda estamos esperando alguns laudos para fechar este inquérito. Mas já temos tudo praticamente decifrado. O veículo do sargento estava em velocidade compatível com a via e o outro vinha na terceira faixa da avenida Miguel Sutil, ele arrancou antes da hora, estava desatento e acabou atingindo a porção traseira do Fiat Uno, onde estava o sargento”, disse o delegado.

Com a colisão na parte lateral traseira, o sargento perdeu o controle do Fiat Uno, bateu no meio fio e capotou: “Infelizmente ele estava sem cinto de segurança. Se estivesse usando, provavelmente não teria sido arremessado do veículo e estaria vivo ainda”, avaliou o delegado da Deletran.

Quem dirigia o outro veículo, um VW Gol, também era um policial militar, que seria da Força Tática. Segundo o delegado, ele responderá por homicídio culposo, quando não há intenção de matar: “Nós realizamos o teste do bafômetro no dia do acidente e não apontou a ingestão de bebida alcoólica. Foi uma desatenção, que acabou resultando nesta tragédia”.

O vídeo de uma câmera de monitoramento da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) flagrou o exato momento do acidente. Nas imagens, é possível ver que o carro da empresa Unifort vinha no sentido contrário da avenida Jurumirim, fez a rotatória e quando estava quase saindo dela, na entrada da rua Prof João Felix, foi atingido pelo VW Gol, que não respeitou a preferencial. Após a batida, o Fiat Uno capotou.

O sargento aposentado, que era supervisor da empresa, morreu na hora. Metade do corpo da vítima ficou caído ao lado do veículo, enquanto que a parte de baixo ficou para dentro. Provavelmente, o homem teria batido a cabeça contra o solo. O carro foi jogado há pelo menos cinco metros do local da batida.

O caso

Um sargento aposentado da PM, identificado como Ariel Franco, de 51 anos, morreu na manhã desta sexta-feira (28), após o veículo em que ele estava capotar próximo a rotatória da Gráfica Atalaia, na parte de cima da trincheira Jurumirim, localizada na avenida Miguel Sutil, em Cuiabá. O Fiat Uno ficou com as rodas pra cima e o corpo da vítima ficou caído para fora do carro.

Fonte: Olhar Direto