O infarto é a segunda condição que mais mata no Brasil, ficando atrás do acidente vascular cerebral (AVC), conforme dados do Portal da Transparência do Centro de Registro Civil (CRC) do Brasil. Em 2024, a doença ocasionou a morte de 77.886 pessoas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), o quadro decorre da diminuição ou interrupção da passagem de sangue para o coração.
Diante desses dados alarmantes, a coluna Claudia Meireles requisitou a cardiologista Alessandra Figueiredo, do Hospital Mantevida, para saber: quais hábitos mais contribuem para o aumento do risco de infarto? Primeiramente, a médica menciona o tabagismo. Ela destaca que os indivíduos têm começado a fazer o uso do tabaco com “bastante precocidade e maior frequência.”
“Principalmente, os pacientes mais jovens passaram a adquirir esse hábito, e não só do tabaco normal com cigarro de filtro, mas também de pods, que são extremamente nocivos, cheios de substâncias e milhões de compostos que geram um comprometimento dos pulmões”, detalha a especialista.
Alessandra revela atender um paciente na faixa dos 25 a 28 anos que apresenta já um “comprometimento importante” e com enfisema, o que pode evoluir para o “pulmão de pipoca”, isto é, o surgimento de nódulos nos pulmões. Os órgãos são responsáveis por oxigenar o sangue e devolvê-lo ao coração e, em seguida, o fluido é bombeado para todo o corpo.
Além do uso de tabaco, a cardiologista aponta sobre a alimentação bastante irregular favorecer o aumento do risco de infarto: “Consumir opções ricas em colesterol e embutidos, que têm teor elevado de sal e de gordura”. Outro tópico abordado pela médica é o sedentarismo.
Segundo Alessandra Figueiredo, o histórico familiar também entra na lista. “Quase todas as pessoas têm um familiar próximo com hipertensão, doença coronariana e diabetes“, afirma.
A cardiologista, então, ressalta: “Basicamente, eu diria que tabagismo, alimentação não saudável e sedentarismo, no meu ponto de vista, são os hábitos que mais prevalecem na atualidade para comprometer e aumentar o risco cardiovascular”, finaliza.