Caminhão com cestas básicas tomba e mata grávida e mais 2

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Legenda /Crédito da Foto: César Felipe Costa/Diário Noroeste

Uma jovem grávida de seis meses está entre as três vítimas que morreram após o carro em que estavam ser atingido por um caminhão carregado com cestas básicas. O acidente foi registrado na Rodovia Eliéser Montenegro Magalhães (SP-463), em Auriflama (SP), na manhã da última terça-feira (22).

De acordo com a Polícia Civil, o motorista do caminhão invadiu a faixa contrária após tentar desviar de parte de um pneu que se soltou de um veículo. Em seguida, o caminhão tombou em cima do carro das vítimas.

Com o impacto da colisão, a gestante Márcia Gomes, o namorado dela, Lucas Stuky, e a sogra, Ana Maria Lopes, não resistiram aos ferimentos.

Ainda tentando lidar com a perda precoce da irmã, Vanessa Ferreira Gomes, de 31 anos, afirma que Márcia estava grávida do primeiro filho.

 “Minha irmã tinha apenas 25 anos. O sonho dela era ser mãe. Ela fez o ultrassom há dois dias e me mandou mensagem dizendo que o filho estava saudável. Minha irmã estava muito feliz. Acho que isso nos conforta. Ela morreu ao lado da pessoa que amava”, desabafou ao G1.

Vanessa ainda relata que estava trabalhando quando recebeu a notícia de que a irmã havia morrido no acidente.

“A cunhada da minha irmã pediu meu telefone e me ligou para contar que a Márcia tinha morrido. Foi um choque muito grande, porque a gente se falava todo dia. Sempre falava para minha irmã vir para casa. Queríamos ajudá-la com o bebê, mas minha irmã queria ficar perto do amor da vida dela”, afirmou.

Márcia era natural do Espírito Santo, mas havia cerca de cinco anos que morava em Araçatuba (SP), cidade onde conheceu o namorado.

“Minha irmã sempre gostou muito de viajar. Saiu cedo de casa para viver os sonhos e trabalhar. Ela sempre teve o sonho de formar a própria família. Não sei se foi o destino nos preparando, mas eu me aproximei muito da minha irmã quando ficamos sabendo da gravidez”, relembra Vanessa.

Até a noite de quarta-feira (23), a família de Vanessa aguardava o corpo de Márcia chegar ao Espírito Santo para realizar o velório e o enterro.

“Estamos tentando trazer o corpo da minha irmã. Ficamos totalmente perdidos, porque nunca tínhamos perdido um ente querido dessa forma. Não tínhamos condições financeira para trazê-la, mas queremos muito vê-la, principalmente porque nunca conseguimos vê-la grávida. A gente conseguiu dar um jeito”, relatou Vanessa.

Fonte: G1-SP