Atraso na entrega de fertilizantes preocupa agricultores da região

Crédito: Divulgação

Às vésperas do início do plantio da safra 2022/23 de soja, agricultores mato-grossenses ainda aguardam a entrega de fertilizantes. Em Lucas do Rio Verde apenas 65% do adubo adquirido para o novo ciclo foi entregue.

A preocupação dos produtores de grãos é tema do episódio 50 do Patrulheiro Agro. O plantio da soja em Mato Grosso está liberado a partir de 16 de setembro e a expectativa é que sejam semeados 11,81 milhões de hectares

O temor dos produtores com a demora nas entregas dos fertilizantes, além das incertezas climáticas, é que haja um atraso no plantio do grão, o que pode comprometer a produtividade, além da semeadura das culturas de segunda safra.

Na propriedade de Silvésio Oliveira, em Tapurah, devem ser utilizados quase mil toneladas de adubo para cultivar 1,4 mil hectares de soja na safra 2022/23. Ele revela ainda aguardar receber parte dos insumos.

“Esse atraso na entrega do fertilizante é preocupante. Não dá para atrasar o plantio. Há muito adubo para ser entregue”, pontua o agricultor de Tapurah.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Tapurah, Dirceu Dezem, 70% dos agricultores do município já estão com todo o fertilizante para a safra 2022/23. “A preocupação é que o primeiro a largar antes do plantio”.

Em Lucas do Rio Verde, segundo levantamento do Sindicato Rural do município, apenas 65% do fertilizante adquirido pelos produtores locais foi entregue. “Nossa logística se resume a BR-163. O que nos deixa apreensivos”, diz o presidente da entidade Marcelo Lupatini.

Guerra entre Rússia e Ucrânia entre motivos

A Plantar Comércio e Representantes atende 150 agricultores na região da BR-163 em Mato Grosso. De acordo com o proprietário, Carlos Alberto Simon, o mercado brasileiro de fertilizantes começou a ter problemas ainda em 2021 diante sanções econômicas da União Europeia contra a Bielorrússia. O país é o segundo maior fornecedor de potássio para o Brasil, tendo papel fundamental na produção agrícola nacional.

“Essa invasão da Rússia na Ucrânia agravou mais a questão dos fertilizantes”, salienta Simon.

Autor: VIDA RURAL MT

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