ITANHANGÁ/MT, 02 de December, 2020.
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Itanhangá: Consórcio de saúde impõe quarentena domiciliar para pessoas acima de 60
Foto: Assessoria

O Consórcio Público de Saúde Vale do Teles Pires encaminhou um ofício acatando, parcialmente, a notificação recomendatória conjunta dos titulares das promotorias de justiça dos municípios que compõe o grupo, neste final de semana. O acolhimento foi definido em conjunto entre os prefeitos de Itanhangá, Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Vera, Cláudia, Feliz Natal, Ipiranga do Norte, Nova Ubiratã, Santa Carmem, Santa Rita do Trivelato, Tapurah e União do Sul. O documento dos promotores apontava medidas de prevenção e enfrentamento ao Coronavírus, previstas na matriz de risco do Ministério da Saúde ou do Estado do Mato Grosso.

Entre as medidas acolhidas pelos municípios e que passam a vigorar a partir de hoje estão a implementação de quarentena domiciliar para pessoas acima de 60 e grupos de risco definidos pelas autoridades sanitárias; suspensão das atividades de lazer ou evento que cause aglomeração, tais como festas, confraternizações, shows, atividades esportivas em grupo, ainda que realizadas em âmbito domiciliar e em espaços públicos.

Também foi acatado a recomendação que suspende cultos, missas e de quaisquer outras atividades religiosas presenciais, inclusive no que se refere às festividades. Assim como a suspensão de aulas presenciais em escolas e universidades, públicas e particulares, com reavaliação quinzenal.

De acordo com a resposta, assinada pelo presidente do consórcio e prefeito de Itanhangá, Edu Pascoski, entre as recomendações que não serão atendidas, neste momento, está o aumento do horário do toque de recolher. Na ação conjunta, os promotores recomendam que a medida passe a valer a partir das 21h30 e siga até às 5h. Além disso, foi solicitado que todos os comércios fechassem as portas às 20h30.

Na resposta, o consórcio justificou que é necessário manter o início da medida “até às 22h, com fechamento dos estabelecimentos comercias e de serviços até 21h, pois verificou-se que uma grande parcela dos trabalhadores das fazendas retornam das atividades muito próximo a esse horário, e seu encurtamento para 20h30 imporia dificuldades para que consigam ambientes para alimentação, bem como igual dificuldade se apresenta para trabalhadores do setor de transporte”.

A restrição de atendimento de bares e tabacarias, somente permitindo serviços de delivery e pague e leve, com proibição de consumo no local também não foi acolhida. “Na mesma linha da necessidade de manutenção de serviços de alimentação para atender à grande parcela de trabalhadores que prestam serviços em fazendas e trabalhadores, lanchonetes e restaurantes são indispensáveis para o atendimento e funcionamento destas outras atividades essenciais e cuja paralisação importaria em agravamento dos danos à sociedade”, enfatizou o consórcio.

Outra recomendação que não será atendida é a criação de barreiras sanitárias. Segundo os prefeitos que compõe a junção “não há estrutura física e de pessoal para o controle das entradas dos municípios, devido principalmente aos incontáveis acessos secundários, bem como, em relação às rodovias, ao grande volume de trânsito de caminhões, considerando-se ainda que nos encontramos em período de escoamento de safra”. Ainda foi descrito que “as experiências de alguns municípios que tentaram estabelecer alguma barreira sanitária, resultaram ineficientes ou inexecutáveis”.

O ofício do consórcio ainda ressalta que cada município tem o compromisso de emitir novos decretos contendo as adequações necessárias e em seguida encaminhar os documentos às promotorias de justiça respectivas.

POR: Redação/Só Noticias
29/06/2020 15:06 / Atualizado 27/11/2020 14:47
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