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Bispo de 8 igrejas evangélicas é preso suspeito de estuprar fiéis
Foto: DANIEL FERREIRA/METRÓPOLES

Um bispo de oito igrejas evangélicas foi preso na madrugada desta quarta-feira (19/02/2020) por supostamente cometer diversos crimes contra voluntárias e frequentadoras dos templos religiosos situados no Distrito Federal e em Goiás. João Batista dos Santos, 40 anos, é acusado de estuprar mulheres e adolescentes no Gama, Recanto das Emas, Cristalina e Goiânia. Ele foi detido no Aeroporto Internacional de Brasília quando voltava de uma viagem para Foz do Iguaçu , no Paraná.

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, uma vítima de 13 anos teria procurado, em 2017, o líder religioso para pedir conselhos sobre sua orientação sexual. O abusador, então, respondeu indicando um “tratamento” que consistia em passar o que ele dizia ser óleo ungido nas partes íntimas da menina.

“Ele disse que poderia ajudar e foi aí que aconteceu o primeiro abuso, que passaram a ser reiterados. Posteriormente, descobrimos que ele já tinha outras ocorrências no nome dele com o mesmo modus operandi“, contou o delegado chefe da 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas), Pablo Aguiar.

De acordo com investigadores, o bispo buscava a garota em casa e falava aos os pais que ela o ajudaria a resolver algumas questões relacionadas ao culto. Quando se certificava que estavam sozinhos, a despia e praticava o estupro.

João Batista ainda teria pedido para que a adolescente lhe enviasse fotos nuas, pois precisava das imagens para orar por ela no monte. A vítima desenvolveu síndrome do pânico e, no meio do tratamento, contou ao profissional e aos pais, já em 2019, a violência sexual sofrida.

Outros quatro abusos

Contra o bispo há registro de outros quatro abusos. O primeiro é datado de 2013. “Ele chegou a ser condenado por estupro de vulnerável, mas estava recorrendo em liberdade”, afirma o delegado. Os outros casos são de 2014, 2016 e 2017. No de 2014, em um processo no DF aberto para investigar supostos abusos contra uma jovem de de 21 anos e uma adolescente de 15 ele foi absolvido. O mesmo ocorreu em 2017, quando acabou isento em um processo registrado na 14ª DP (Gama) na qual apurava denúncia de estupro de duas garotas: uma de 16 e a outra de 17 anos.

Nos outros casos, diz o delegado, a mesma história se repete. “Em alguns casos, ele penetrou nas vítimas dizendo que isso ajudaria a retirar uma maldição. Posteriormente, ele iria a algum monte para se livrar dela”, narra o delegado.

POR: Metrópoles
19/02/2020 15:51 / Atualizado 07/04/2020 19:53
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